Quem criou a PNL? A resposta mais citada é Richard Bandler e John Grinder, no início dos anos 1970, na Universidade da Califórnia em Santa Cruz. A história completa, porém, tem um terceiro nome que quase não aparece nos livros em português: Frank Pucelik, amigo de Bandler desde os tempos de estudante, presente desde o primeiro grupo e hoje apresentado por muitos como cocriador. Neste artigo eu conto a origem da PNL, quem eram essas três pessoas, por que o primeiro nome foi “Meta”, quem as influenciou e quais são os pilares que sobreviveram até hoje. Se você quer estudar a PNL com método, o curso de PNL em São Paulo reúne os formatos.
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Quem criou a PNL? Resposta direta
A PNL nasceu de um grupo pequeno, em Santa Cruz, na Califórnia:
- Richard Bandler: estudante, com formação em matemática e interesse em terapia, que editava gravações de sessões do psicoterapeuta Fritz Perls.
- John Grinder: professor de linguística da universidade, convidado por Bandler para decompor o que o grupo fazia.
- Frank Pucelik: também estudante, amigo de Bandler e parte do grupo desde o início.
Na maior parte da literatura, Bandler e Grinder aparecem como os fundadores, e Pucelik como colaborador inicial. Em outras fontes, e no livro The Origins of NLP, ele ocupa o lugar de cofundador. Mais adiante eu explico por que essa diferença existe.
A história da PNL: Santa Cruz, anos 1970
A história da PNL começa em 1971. Bandler e Pucelik eram estudantes de Santa Cruz e se interessavam pela terapia Gestalt. Formaram um grupo local, faziam duas a três sessões por semana para experimentar a linguagem dessa terapia e passaram muito tempo estudando gravações de Fritz Perls.
Os resultados do grupo eram promissores, mas havia um problema: eles não conseguiam explicar como faziam, nem transmitir a habilidade a outras pessoas. Foi então que Bandler chamou Grinder, linguista, para observar o grupo. A pergunta que guiava o trabalho era simples: o que as pessoas excelentes fazem de diferente, e dá para ensinar isso?
A resposta virou o método central da PNL, a modelagem: observar quem tem excelência em uma área, identificar padrões de linguagem, comportamento e pensamento e organizá-los de modo que outra pessoa possa aprender. Os primeiros modelados foram Fritz Perls (Gestalt), Virginia Satir (terapia familiar) e Milton Erickson (hipnose clínica).
Frank Pucelik, o terceiro criador
Pucelik é o nome menos conhecido dessa história. Segundo o livro The Origins of NLP, editado por ele e por Grinder, os três formalizaram o que ficou conhecido como Meta-Modelo, o conjunto de perguntas que ajuda a perceber generalizações, omissões e distorções na linguagem.
Depois de deixar Santa Cruz, em 1976, segundo as fontes, Pucelik fundou o META Institute, em San Diego, e seguiu aplicando a PNL em trabalhos com dependência química e trauma.
Nas comemorações dos 40 anos da PNL, em 2016, na NLP University, foi muito marcante o anúncio de Frank Pucelik também como cofundador da PNL, o que confirmou a história publicada no livro The Origins of NLP (2013) e reconheceu toda a contribuição dele para o mundo da PNL, entre elas o que conhecemos como submodalidades. É por esta e outras razões que hoje se fala mais dele do que se falava há algumas décadas.
Por isso eu apresento as duas leituras: a mais comum, que cita Bandler e Grinder como fundadores, e a de quem reconhece Pucelik como o terceiro cofundador. A história da PNL tem pontos que ainda são contados de formas diferentes, e vale ler mais de uma fonte antes de fechar uma conclusão.
“Meta”: o primeiro nome da PNL
Um detalhe pouco conhecido: o primeiro nome dado ao que viria a ser a PNL foi “Meta”. Segundo The Origins of NLP, esse também era o nome do primeiro grupo de estudos. Depois o nome foi descartado e a técnica foi batizada de Programação Neurolinguística, nome que se espalhou com os livros publicados no fim da década de 1970.
O “Meta” não desapareceu por completo. Ele sobrevive no Meta-Modelo, o primeiro modelo da PNL, apresentado em The Structure of Magic (1975), e no nome do instituto que Pucelik fundou.
O nome Programação Neurolinguística reúne três ideias: neuro, a experiência que vivemos pelos sentidos; linguística, a linguagem que usamos para organizar e comunicar essa experiência; e programação, os padrões que repetimos e que podem ser mudados.
Quem influenciou a origem da PNL
A origem da PNL não foi uma invenção do nada. Ela reuniu ideias de pessoas que já faziam um trabalho diferente na época:
- Fritz Perls: terapia Gestalt, base do primeiro grupo.
- Virginia Satir: terapia familiar, com atenção à comunicação entre as pessoas.
- Milton Erickson: hipnose clínica e uso da linguagem indireta.
- Gregory Bateson: antropólogo, referência de pensamento sistêmico, apontado como uma das influências mais fortes do grupo e quem os aproximou de Erickson.
- Noam Chomsky: a gramática transformacional, que deu a Grinder a base para organizar os padrões de linguagem.
Os quatro pilares da PNL
Dependendo da escola, a lista muda um pouco. Os quatro pilares mais citados são:
- Rapport: a conexão de confiança com a outra pessoa, que dá base para qualquer comunicação.
- Acuidade sensorial: perceber, nos sinais da outra pessoa e nos seus, o que está acontecendo de fato.
- Objetivo (resultado): saber onde se quer chegar, em termos claros e possíveis.
- Flexibilidade de comportamento: mudar o que se faz até conseguir o resultado desejado.
A modelagem, que vimos acima, é o método que sustenta tudo isso. Se você quer ver como esses pilares viram prática, veja as principais técnicas de PNL.
Da origem ao que eu ensino hoje
Depois dos anos 1970, a PNL seguiu se desenvolvendo. Robert Dilts, aluno de Bandler e Grinder em Santa Cruz, aprofundou os estudos da modelagem, com diversas contribuições profundas para a PNL, como seus estudos sobre Crenças, Prestidigitação Linguística, Níveis Neurológicos e o que é conhecido como a 3ª Geração da PNL, a PNL Sistêmica. Para alguns autores e estudiosos, já estamos na 4ª Geração da PNL, mas ainda não temos um marco específico dessa nova fase, por mais que existam movimentos sendo desenvolvidos. Eu estudei a modelagem com Dilts na NLP University, em Santa Cruz, e no Instituto ensino a PNL tradicional e a PNL Sistêmica, com atenção ao critério sistêmico de uso ético, em benefício do sistema como um todo.
Conhecer a origem ajuda a entender o que a PNL é e o que ela não é: um conjunto de modelos e ferramentas práticas, nascido da observação de pessoas excelentes, e não uma ciência fechada. Como a PNL ainda carece de mais pesquisas de validação, o que não diminui as percepções de resultado de quem a aplica, eu a trato como ferramenta para testar e ajustar, sem prometer o que não foi demonstrado. O balanço do que tem base e do que não tem está em PNL funciona? O que a ciência diz e como avaliar.
A PNL também é mais do que técnicas: é uma oportunidade de vivenciar estratégias de expansão de consciência para escolher melhor na vida pessoal e profissional. Na Formação Practitioner em PNL e na Formação Master Practitioner em PNL, exploramos muito mais estratégias e variantes das técnicas, com prática supervisionada.
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Perguntas frequentes sobre quem criou a PNL
Quem criou a PNL?
Richard Bandler e John Grinder são citados como fundadores, em Santa Cruz, nos anos 1970. Frank Pucelik, que participou do grupo desde o início, é reconhecido por muitos como cofundador.
Quando surgiu a PNL?
O primeiro grupo começou em 1971. O primeiro livro com os modelos, The Structure of Magic, saiu em 1975, e o nome Programação Neurolinguística se espalhou com os livros do fim dessa década.
Qual foi o primeiro nome da PNL?
“Meta”, segundo o livro The Origins of NLP. Era também o nome do primeiro grupo de estudos. Depois foi substituído por Programação Neurolinguística.
Quem é Frank Pucelik?
Estudante de Santa Cruz, amigo de Bandler e integrante do grupo original. Contribuiu com o Meta-Modelo e com as submodalidades, e foi anunciado também como cofundador da PNL nas comemorações dos 40 anos, em 2016, na NLP University. Fundou o META Institute, em San Diego.
Quais são os pilares da PNL?
Os mais citados são rapport, acuidade sensorial, objetivo e flexibilidade de comportamento, sustentados pela modelagem.
Onde ler mais sobre a origem da PNL?
O livro The Origins of Neuro-Linguistic Programming, editado por John Grinder e Frank Pucelik, reúne lembranças de protagonistas dos primeiros anos. Também vale ler The Structure of Magic (1975), de Bandler e Grinder.
Resumo: quem criou a PNL
- A PNL nasceu em Santa Cruz, nos anos 1970, com Richard Bandler, John Grinder e Frank Pucelik.
- O primeiro nome foi “Meta”, também nome do primeiro grupo; depois virou Programação Neurolinguística.
- O método central é a modelagem de pessoas excelentes, a começar por Perls, Satir e Erickson.
- Os pilares mais citados: rapport, acuidade sensorial, objetivo e flexibilidade.
- Há versões diferentes sobre quem são os fundadores; vale ler as fontes, como The Origins of NLP.
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