A NR-01 passou a incluir, de forma expressa, os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas. A nova redação entrou em vigor em 26 de maio de 2026, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Na prática, isso trouxe a saúde mental para dentro da gestão de segurança e saúde no trabalho. Neste artigo eu explico o que mudou, o que são esses fatores e onde as ações de desenvolvimento de pessoas entram nessa história.
Quer levar o tema para a sua equipe de forma prática?
Um aviso importante: este artigo tem caráter informativo. Ele não substitui a leitura do texto oficial da norma nem a orientação do seu time de segurança e saúde no trabalho ou de um advogado trabalhista.
O que mudou na NR-01?
A NR-01 é a norma que traz as disposições gerais de segurança e saúde no trabalho e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, o GRO. A Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024, deu nova redação ao capítulo 1.5 da norma e incluiu expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no GRO.
Antes, muitas empresas tratavam no gerenciamento de riscos principalmente os riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes. Com a mudança, os fatores psicossociais também passam a fazer parte da identificação, da avaliação e das medidas de prevenção.
Desde quando a mudança vale?
A nova redação estava prevista para entrar em vigor em 2025, mas a Portaria MTE nº 765, de 15 de maio de 2025, prorrogou o início da vigência. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a nova redação do capítulo 1.5 entrou em vigor em 26 de maio de 2026. Para apoiar as empresas, o Ministério publicou um manual de interpretação do capítulo e um documento de perguntas e respostas sobre o GRO e o PGR, ambos de caráter orientativo.
Vale um cuidado: a aplicação dessa mudança ainda está em fase de implantação. Muitas empresas e as próprias entidades governamentais estão se adequando, e novas orientações podem ser publicadas. Por isso, consulte sempre as fontes oficiais para ter acesso às publicações mais recentes.
O que são fatores de riscos psicossociais?
São condições ligadas à forma como o trabalho é organizado e às relações no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde mental e o bem-estar das pessoas. Alguns exemplos comuns:
- Excesso de demanda: metas e prazos que não cabem no tempo disponível.
- Falta de clareza: papéis e responsabilidades mal definidos.
- Pouca autonomia: pouco espaço para decidir sobre o próprio trabalho.
- Comunicação falha: informações que não chegam ou chegam distorcidas.
- Conflitos e relações difíceis: tensões entre pessoas e áreas que não são tratadas.
- Falta de apoio e de reconhecimento: liderança ausente e esforço que não é percebido.
Para a lista e a forma de avaliação adotadas pela norma, a referência é o material oficial do Ministério do Trabalho e Emprego.
O que isso significa para a empresa?
O gerenciamento de riscos passa a olhar também para a organização do trabalho e para as relações. Isso envolve identificar os fatores psicossociais presentes na empresa, avaliá-los e definir medidas de prevenção, dentro do GRO e do Programa de Gerenciamento de Riscos, o PGR. Como cada empresa tem uma realidade, o caminho é conduzir esse processo com o time de segurança e saúde no trabalho e, quando necessário, com apoio jurídico e de profissionais especializados.
Onde entram as ações de desenvolvimento de pessoas
Muitos fatores psicossociais estão ligados a comportamentos que podem ser desenvolvidos: a forma como os líderes conduzem as pessoas, a qualidade da comunicação, a maneira de lidar com conflitos e com a pressão. Por isso, ações de desenvolvimento costumam fazer parte das medidas de prevenção:
- Preparar as lideranças: feedback, comunicação clara e atenção aos sinais de sobrecarga do time. Veja o artigo sobre inteligência emocional na liderança.
- Melhorar a comunicação entre áreas: menos ruídos, menos retrabalho e menos conflito.
- Conscientizar as equipes: palestras e encontros, como na SIPAT, ajudam a abrir o tema da saúde mental no trabalho e a dar ferramentas práticas.
- Desenvolver a inteligência emocional: pessoas que reconhecem as próprias emoções lidam melhor com a pressão e pedem ajuda mais cedo.
Essas ações complementam, mas não substituem, a identificação e a avaliação dos riscos no GRO e no PGR, nem o acompanhamento de profissionais de saúde.
Como o Instituto pode apoiar a sua empresa
No Instituto, as palestras para empresas trabalham inteligência emocional, comunicação e relacionamento de forma educativa e preventiva. São presenciais, com cerca de 2 horas customizáveis, para grupos de 10 a 250 colaboradores, em São Paulo e em outras cidades. Antes de cada palestra, fazemos uma reunião de alinhamento para entender o momento da empresa e o que o seu time de segurança e saúde já está fazendo. Para um trabalho mais contínuo com líderes e equipes, há o treinamento corporativo.
Para o colaborador que quer se desenvolver por conta própria, o Seminário de Inteligência Emocional com PNL é uma imersão de dois dias para entender as emoções e escolher como reagir. Veja o que dizem participantes:
“Não foi somente teorias mas muitas práticas embaladas na PNL. Éramos uma turma pequena, o que facilitou muito. Pois se tornou um treinamento mais personalizado.”
Silvana R. · avaliação no Google
“Aprendi que não escolhemos todas as emoções que sentimos, mas podemos escolher como lidar com elas.”
Debora L. · avaliação no Google
Perguntas frequentes sobre NR-01 e riscos psicossociais
O que mudou na NR-01 em relação aos riscos psicossociais?
A Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024, deu nova redação ao capítulo 1.5 da NR-01 e incluiu expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, o GRO.
Desde quando a nova NR-01 está em vigor?
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, depois da prorrogação feita pela Portaria MTE nº 765, de 15 de maio de 2025, a nova redação do capítulo 1.5 entrou em vigor em 26 de maio de 2026.
O que são fatores de riscos psicossociais no trabalho?
São condições ligadas à organização do trabalho e às relações no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde mental, como excesso de demanda, falta de clareza de papéis, pouca autonomia, comunicação falha, conflitos e falta de apoio e de reconhecimento.
Uma palestra atende à NR-01?
Uma palestra não substitui a identificação e a avaliação dos riscos no GRO e no PGR. Ela é uma ação educativa e preventiva, que pode fazer parte das medidas da empresa para conscientizar as equipes e desenvolver comportamentos como comunicação e inteligência emocional.
Onde encontro a orientação oficial sobre a NR-01?
No site do Ministério do Trabalho e Emprego, que publica o texto da norma, o manual de interpretação do capítulo 1.5 e o documento de perguntas e respostas sobre o GRO e o PGR. Para o caso da sua empresa, consulte também o seu time de segurança e saúde no trabalho.
Resumo do que você viu
- A NR-01 passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no GRO.
- A mudança veio pela Portaria MTE nº 1.419/2024 e entrou em vigor em 26 de maio de 2026, depois da prorrogação da Portaria MTE nº 765/2025.
- Excesso de demanda, falta de clareza, comunicação falha e conflitos são exemplos desses fatores.
- Ações de desenvolvimento de líderes e equipes complementam o gerenciamento de riscos, sem substituí-lo.
Para levar o tema à sua equipe, conheça as palestras para empresas. E, se quiser se aprofundar no autoconhecimento, o passo natural é a Formação Practitioner em PNL.
Fontes oficiais: Ministério do Trabalho e Emprego, página da NR-1 (texto da norma, manual de interpretação do capítulo 1.5 e perguntas e respostas sobre GRO e PGR, consultados em outubro de 2026). Como a norma está em fase de implantação e novas orientações podem ser publicadas, consulte sempre as fontes originais para ver as atualizações mais recentes.
